25 de maio

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25/03/19 às 10h50 - Atualizado em 25/03/19 às 10h52

Ceilândia 48 anos: Caixa d’água é patrimônio da cidade

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Monumento com história e simbologia reconhecidas pela população, a caixa d’água de Ceilândia é agora, oficialmente, patrimônio da cidade. O reservatório foi inaugurado em dezembro de 1974. Naquela época, com apenas três anos de existência do local que se tornou endereço da Campanha de Erradicação das Invasões (Cei), a construção chamava a atenção. Eram poucas as edificações. A caixa d’água foi a primeira de destaque na área. Não surpreendeu ter se tornado referência. Hoje, passados 39 anos, ela não perdeu a característica, mesmo com obras de maior envergadura por perto. Por ter transcendido a função inicial e se inserido na identidade da cidade, recebeu o título por meio de um decreto publicado na edição de segunda-feira do Diário Oficial do DF.

A história é mais antiga que a própria obra. Em 27 de março de 1971, o então governador Hélio Prates lançou a pedra fundamental da nova cidade no mesmo ponto onde levantaram o reservatório. Mesma data em que teve início o processo de assentamento das 20 primeiras famílias. Quando da inauguração da caixa d’água, os moradores fizeram uma festa. As pessoas se juntaram em torno do local, as crianças brincavam sob jatos de água.

Com 30 metros de altura, continua se destacando no horizonte. “Quando qualquer pessoa pede indicação de endereço, toda referência é a caixa d’água. A loja tal é à esquerda dela. A delegacia é ali perto”, exemplifica a servidora pública Marta Raulino, 54 anos. Ela mora na QNM 17, no mesmo local desde 1980, quando chegou à cidade. No entanto, lamenta não conhecer mais sobre a história do monumento. “Seria interessante saber mais detalhes.”

Levar esse conhecimento à população é um dos objetivos do movimento cultural da cidade que encabeçou o pedido do tombamento. “Essa discussão do que é histórico, imaterial dos bens intangíveis sempre esteve presente nas nossas discussões. A caixa d’água é importante como símbolo do sentimento de pertencimento. Ela representa a luta, a cidade como guerreira. Naquela época, as pessoas buscavam água lá porque ainda não existia rede de esgoto”, revela a representante do Fórum de Cultura da Ceilândia, Luciene dos Santos Velez. Ela conta que, em 2011, quando a comunidade formalizou o pedido na Secretaria de Cultura, havia a preocupação de que a especulação imobiliária chegasse à região. 

Com informações do Correio Braziliense 

 

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